sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
enfim, eu não gosto de enfins. enfim...
E daí o retrato, ou melhor, a fotografia. Ela me exime de todas as explicações que eu penso que deveria dar, ou melhor, de novo, deveria descrever. Se isso pode lhes parecer uma falta de caráter, do tipo literário, que seja, até que me sinto mais à vontade com isso, já que não preciso me cobrar ou me permitir ser cobrado por ostentar tal aspiração. Quem sabe um dia não dirão que foi coisa nova, ou apenas coisa bonita que eu fiz. Espero pelo menos poder continuar sabendo o que me agrada de fato produzir, seja logo depois de pronto, seja algum tempo passado. O blog, eu queria deixá-lo assim, parado, como que fechado, concluído. Mas confesso que enquanto não encontrar outro meio de organizar as coisas novas, não sei se conseguirei cumprir isso. Não sei se quero online, pelo menos não como era o blog. Gostaria de poder ter a disciplina de organizar o material todo antes de publicá-lo, em papel. Ter mais de uma coisa seria bastante bom, um online e um sempre correndo por fora, pra ser papelado mais à frente. Me faltam os meios subjetivos e as alianças para que me encontre novamente na estrada da produção. Não sei se conseguirei tão cedo retoma-la, parece que não. Mas confesso, é raro o dia em que isso não me aflige, o que piora quando me deparo diretamente com algo que me remeta ao tema, como ontem. O sono da tarde quase sempre me lembra daquilo que ainda não morreu em mim. Toda vez eu sinto que ou me alio a isso ou terei para sempre um inimigo incansável e visceral. Espero que a coragem e a sabedoria possam um dia se entender. Hoje tenho a impressão de que uma fala grego e a outra alemão.
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