quinta-feira, 9 de junho de 2011

um dia de não ser ninguém

Hoje eu acordei sendo ninguém, talvez porque ontem eu tenha sido demais eu. Ou não. Talvez porque eu tenha tomada algumas, que somadas ao frio e ao título do Vasco, me deram uma espécie de ressaca moral. Daqui a pouco tenho umas aulas de moto, depois de amanhã eu tenho prova de motoescola, eu acho que não vai dar pra passar, mas não me importo muito, o que talvez me ajude a passar. Hoje eu tô é sendo ninguém, sem saco nenhum pra explicar o que é isso, até porque eu mesmo não sei bem. A vida segue se arrastando, ninguém mais sabe ouvir as boas novas, por mais que elas ainda estejam por aí, até mais do que vinham estando recentemente. Talvez eu esteja precisando criar uma tabela no excel, pra poder contabilizar os pontos positivos das coisas, as pessoas andam muito tristes, muito perdidas, muito sozinhas. Eu queria compartilhar o inenarrável, mas tem sido difícil, é muito onqotô e chororô. Os devirescriança parece que todos já cresceram e nenhum outro nasceu. Mas como na noite retrasada, quando o tempo mudou bruscamente, primeiro com o ar quente que parou na cidade, depois com a chuva, depois com o ar quente de novo, depois com outra chuva, pra só depois voltar o frio puto que estava antes, eu to sentindo, to sentindo os ares de mudança, pesados e com cheiro de chuva. Não tô só esperando não, confesso. Estou torcendo. Acho que meu último grande aprendizado na vida foi esse, o de aprender a sentir os cheiros no ar, os cheiros das coisas que só se pode adivinhar, e eu as venho adivinhando com algum sucesso. Acho que vou levar a quentinha da feijoada de ontem pra comer quando chegar no trabalho, depois da aula de moto, até porque aula de moto com feijoada na barriga parece um péssima idéia. Tem tanta gente no facebook, que até parece que tem tanta gente assim no mundo. No mundo de verdade todo mundo anda muito sozinho. Mas eu to sentindo um cheiro no ar.

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